Jacques Janine | Laramara

Jacques Janine e Laramara unem expertises para criar oficina que usa a maquiagem como ferramenta para valorizar a beleza e melhorar a autoestima de pessoas cegas e com baixa visão.

 

A impossibilidade de enxergar o próprio reflexo no espelho não significa que mulheres com deficiência visual não possam fazer seu próprio make com perfeição. É com esse conceito que o Jacques Janine e a LaramaraAssociação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual criaram uma oficina para ensinar dicas de auto maquiagem às pessoas cegas e com baixa visão. Sob o comando da maquiadora e consultora de imagem da rede de salões, Chloé Gaya, a oficina tem como principal objetivo valorizar a beleza e melhorar a autoestima das participantes.

Em seis aulas que inclui teoria e prática, a oficina acontecerá todas às quartas-feiras, de 11 de maio a 15 de junho, e surge como uma oportunidade enriquecedora de autoconhecimento, pois ensina as participantes a mapear seu próprio rosto e a identificar seus traços por meio da experiência tátil e de técnicas de maquiagem. Entre os assuntos abordados estão desde a rotina de cuidados de preparação da pele, as funções dos produtos e até os truques de como fazer um delineado.

“A maquiagem faz parte de nossa imagem pessoal e ela é muito importante, pois influencia na maneira como nos sentimos diante do mundo. Quando nos sentimos mais bonitas, elevamos nossa autoestima e ficamos ainda mais felizes. Nesta oficina, ensinaremos os cuidados com a beleza e a fazer uma maquiagem de maneira prática para o dia a dia e para ocasiões especiais”, explica Chloé Gaya, maquiadora e consultora de imagem do Jacques Janine.

Conhecendo produtos, cores e texturas:

Com o apoio da Vult Cosméticos, que doou os itens de make para a oficina, as mulheres com deficiência visual serão apresentadas a um mundo de cores, texturas e tendências de maquiagem. Para isto, os produtos serão identificados em braille, sistema de leitura e escrita dos cegos, e em tipos ampliados; e as alunas serão estimuladas pelo tato e por outros sentidos sensoriais, fomentando a importância da autovalorização e a independência das pessoas com deficiência visual no dia a dia.

Segundo Lilia Giacomini, pedagoga que realiza atendimentos de atividades de vida autônoma na Laramara, a oficina de auto maquiagem é uma experiência nova para a Laramara. “Estamos iniciando um projeto que é um complemento de outras ações oferecidas pela instituição no universo das atividades de vida autônoma, para que a pessoa com deficiência visual aprenda a se cuidar melhor e conheça a sua própria identidade. E, quando pensamos em valorizar a beleza, respeitando as características de cada um, também percebemos um avanço nas relações pessoais, contribuindo para inclusão social”, destaca.

Em seus quase 25 anos de existência, a Laramara ganhou reconhecimento nacional e internacional por seus projetos assistenciais voltados ao desenvolvimento de crianças, jovens, adultos e idosos com deficiência visual no Brasil e na América Latina. Nesse período, assistiu a mais de 10 mil famílias, oferecendo apoio no processo de independência e autonomia nas atividades cotidianas. Também é referência na luta pela inclusão e participação social dessa importante parcela da população.

Sobre a Laramara:
A LARAMARA é uma das mais atuantes instituições especializadas em deficiência visual e um centro de referência na América Latina no desenvolvimento e na pesquisa na área da deficiência visual. Fundada em 1991, realiza atendimento especializado nas áreas sócio assistencial e socioeducativa com ações complementares e atividades específicas essenciais à aprendizagem e ao desenvolvimento das pessoas com deficiência visual e com deficiências associadas. As atividades são realizadas em grupos e os usuários dispõem ainda de atendimentos específicos de Atividades de Vida Autônoma, Braille, Soroban, Desenvolvimento da Eficiência Visual (Baixa Visão) e Orientação e Mobilidade. Disponibiliza recursos humanos para apoio à inclusão social, colabora para o aperfeiçoamento e a capacitação de profissionais e divulga suas experiências e aquisições para todo o Brasil, por meio de recursos instrucionais produzidos por sua equipe, como livros, manuais e DVDs. LARAMARA trouxe para o Brasil a fabricação da máquina braille e da bengala longa, indispensáveis para a educação e a autonomia da pessoa cega. Buscando a inclusão profissional de jovens e adultos com deficiência visual, ampliou seu projeto socioeducativo em 1996 realizando atendimento para essa população.

Fonte: Tacla Comunicação

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